quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DESONRA E VERGONHA

"Vindo a perversidade, vem também o desprezo;
e, com a ignomínia, a vergonha."
(Provérbios 18; 3)
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O livro de Provérbios mostra dois caminhos à seguir, a sabedoria e a insensatez, e o homem precisa escolher apenas um e, na Blíblia o insensato é chamado de tolo e louco. O único caminho que deve ser escolhido é o da sabedoria. A palavra que significa 'insensato' em hebraico quer dizer 'falta de sabedoria' e essa opção leva o homem a cometer atos que somente trarão vergonha a si próprio e até a outras pessoas que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com o que aconteceu.

A pessoa insensata acha que é sabedora de todas as coisas e não precisa ser instruída, nem aconselhada em nada, muito menos se vem de Deus, pois não crê em algo que não vê nem pode tocar. Uma pessoa assim orgulha-se de suas inconsequências. Sempre o final de uma pessoa insensata é a vergonha, a desonra diante da comunidade em que vive. Os familiares, envergonham-se dele, os amigos o desprezam e começa sua decadência.

O provérbio acima revela exatamente isso. O tempo encarrega-se de mostrar essa triste realidade. Saul, rei de Israel, desprezou os conselhos divinos e viveu na insensatez, por isso acabou derrotado pelos inimigos que cortaram sua cabeça e expuseram seu corpo no muro de Bete-Seã (1Samuel 31; 9-10).

Ao contrário do insensato, o homem sábio, que ouve e segue os conselhos divinos, é livrado da vergonha e do desprezo, e exaltado diante de todos, colocando-o Deus nas alturas da terra. Quem anda pelo bom caminho, sempre é reconhecido, honrado e seguido em sus atitudes. Podemos ver em Jesus de Nazaré o exemplo de homem sábio, que seguiu à risca os conselhos do Pai e, portanto, foi honrado e glorificado. Tendo sido morto, ressuscitou para a vida eterna. Nós podemos também seguir aos conselhos de Deus para sermos merecedores da vida eterna que somente é alcançada por aqueles que andam dentro dos limites estabelecidos por ele.

Você está necessitado de sabedoria em sua vida? Qualquer que seja a dificuldade. No casamento, nos negócios, no seu trabalho, nas relações com sua família, enfim, qualquer situação em que você se encontra, procure a Jesus, abra seu coração e permita que ele faça morada. Então você verá coisas incríveis acontecerem, mudanças radicais, para melhor, em sua vida. Siga as orientações do Espírito Santo e seja feliz em todo tipo de adversidade.
(Jorge Paiva - 16/12/2009)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

LIÇÕES ETERNAS DA VIDEIRA

Hoje eu ganhei uma parreira. Sempre quis ter uma, mas nunca tive.
Então, um irmão do Caminho me perguntou: “Você ainda vai morar muito tempo naquela casa?” Perguntei a razão. “É uma árvore que tenho pra você.”
Disse a ele que mesmo que não fosse ficar muito tempo (quem sabe o quê?), plantaria nela o que houvesse de melhor. “Até Tecla eu planto lá!” E acrescentei que recentemente havia plantado uns Ipês que levam uns 12 anos pra ficarem belos mesmo.
“Que bom! Eu tenho uma parreira pra você” — disse ele.

Então, amanhã, tem uma parreira chegando aqui.

Hoje, molhando uns bambus que estou crescendo para cobrirem uma estrutura que erigi, lembrei-me da parreira, e me deu aquele gosto de uva na boca.

Falei com a nossa ajudante de casa sobre a parreira. Ela me disse que entende muito de parreira, pois cuidou de umas quando era jovem. Fiquei mais animado ainda. Tinha medo de não saber lidar com a delicadeza da bichinha. Ela é sensível, dizem todos.
Voltei para o quintal. Fiquei sentindo o gosto da uva nascida no pé.

Foi pensando na parreira, na vide, que acabei indo até a Videira Verdadeira. E ouvi aquilo forte: “... e meu Pai é o Agricultor”.

Não era uma voz. Era um ‘aquilo’. Mas era forte.

Fiquei andando pela grama e pensando no trabalho do agricultor. Aliás, o trabalho é do agricultor.

A videira é. Os ramos são. Mas quem limpa, poda, corta, e lança fora — é o agricultor.
Por isso, quando um ramo não dá fruto, é porque ele se desconectou da fonte de seiva de algum modo, pois, do lado do agricultor, todo trabalho de cuidado é feito.

Assim se ensina que a recusa de frutificar conforme o Evangelho, segundo Jesus, a Videira, é sempre um fenômeno essencial.

Obviamente que não me refiro em recusa ao “Jesus” da “igreja”. Não estou falando do Jesus de doutrinas e catequeses. Não estou falando de Jesus segundo a carne, como diria Paulo.

Refiro-me a uma experiência com a revelação de Deus, quando os olhos do nosso coração são iluminados pelo Espírito e pela Palavra.
Se a pessoa é iluminada, mas resiste à luz, pela própria resistência à luz, se coloca na escuridão.
Assim, quem recebe a Seiva da Vida, mas se bloqueia para ela, mesmo reconhecendo-a como verdadeira, faz-se qual um ramo desconectado da Videira.

Estes são queimados depois que dão a evidente demonstração de que não desejam viver da Graça da Seiva.

Quem recebe a Seiva, a reconhece como tal, mas não a deseja, esse não é obrigado a querer aquilo que ele mesmo chama de Verdadeiro. Porém, está deliberadamente trocando a verdade pela mentira, e, assim, faz a si mesmo um ramo desligado da Videira.

Então, senti o privilegio de simplesmente não se fazer oposição ao fluxo da Seiva da Videira Verdadeira, e, assim, apenas dar fruto.

Por isto, a grande ação do ramo é não fazer nada. É permanecer na Videira, de onde ele brotou. Se ele permanecer, então, nada terá de fazer, bastando não opor-se à Seiva da Verdade.

Assim, o Agricultor faz todo trabalho pela manutenção de todos os ramos. Mas é a Videira que diz: “Pois, sem mim, nada podeis fazer!”

O supremo estado de frutificação do ser é aquele que é alcançado no descanso mais profundo na Graça de Deus.

Nele, que é Videira Verdadeira,

Caio

23/03/07